VI Simpósio Internacional Religião, Ciência e Meio Ambiente, com a presença de Sua Santidade o Patriarca Bartholomew I
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13 a 20/07/2006
Realizado no Navio Iberostar Grand Amazon e no Tropical Manaus
Informações sobre o Comitê e o Simpósio na Amazônia
Chefe da igreja Ortodoxa prega a paz na Amazônia e o respeito ao meio ambiente
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BELÉM - O patriarca da Igreja Ortodoxa, Bartolomeu I, visitou Santarém, no sábado (15), acompanhado de 140 pessoas de diferentes nacionalidades, que participam do VI Simpósio de Religião, Ciência e Meio Ambiente, em Manaus (AM). O chefe da Casa Civil, José Carlos Lima, representando o Governo do Estado, acompanhou a comitiva à Floresta Nacional do Tapajós.
A prefeita Maria do Carmo comentou que existem dois projetos de desenvolvimento do município. Um que envolve as questões econômicas e outro as questões econômicas e ambientais. "Hoje Santarém torna-se uma cidade muito importante porque a autoridade que acaba de chegar tem o mesmo potencial de importância para a Igreja Ortodoxa como tem o Papa para a Igreja Católica. Por isso nós temos a obrigação de mostrar a estas autoridades que Santarém é uma cidade da paz, onde as discussões sobre o projeto de desenvolvimento não tornaram a cidade inviável do ponto de vista da convivência de ordem entre aqueles que pensam de forma diferenciada", declarou a prefeita.
O bispo da diocese de Santarém, Dom Lino Vombommel, disse que o simpósio é um passo para o tema da Campanha da Fraternidade de 2007 que abordará a Amazônia. "A Amazônia interessa a tantos ângulos e pontos de vista como de cientistas religiosos e aqueles que gostam da natureza de Deus", disse.
Batolomeu seguiu para a comunidade Maguari, onde foi recepcionado pelos comunitários do local e assistiu uma palestra dos líderes sobre meio ambiente. Ao retornar para Santarém, o líder cristão passou por dentro do município de Belterra. Em Santarém ainda visitou a Igreja Matriz, praça do Pescador e Mirante. No final do dia Bartolomeu retornou a Manaus para continuar participando do Simpósio, cujo tema é 'O Amazonas, Fonte de Vida', que encerra na próxima quinta-feira (20).
O simpósio na capital amazonense discute o temas estão voltados para a Amazônia, como desmatamento, perda de biodiversidade, ecossistemas, direitos e desafios dos povos. O objetivo é integrar as discussões sobre o futuro do planeta e em especial da Amazônia.
SK
Fonte: Agência Pará
16.07.2006
Líder da Igreja Cristã Ortodoxa visita o Brasil
“Podemos ser bons amigos?” A pergunta ao bebê ribeirinho reflete
o espírito com que Bartolomeu I chegou à Amazônia. A amizade
foi selada quando a criança lhe deu um banho de suco de cupuaçu
e arrancou gargalhadas.
Bartolomeu
I é o líder espiritual da Igreja Cristã Ortodoxa, que,
com 40 mil seguidores no Brasil, é pouco conhecida. Recentemente, ficou
popular com a personagem de Cláudia Raia e Irene Ravache, as ortodoxas
Safira e Katina da novela “Belíssima”.
A igreja tem 250 milhões de fiéis espalhados pelo planeta. A maior
delas fica na Rússia e o mais tradicional em Istambul, Turquia. Eles
acreditam que são a mais antiga igreja cristã e que preservam
plenamente as tradições. Católicos e ortodoxos formavam
a mesma religião até o ano de 1054, quando o Papa de Roma e os
quatro patriarcas do Oriente se separaram.
Depois dos
mares Negro, Egeu, Báltico e Adriático e do rio Danúbio,
é a vez da Bacia Amazônica
receber um simpósio que reúne 200 religiosos, cientistas e ecologistas.
Há 15 anos, o patriarca verde, como Bartolomeu I é conhecido na Europa, realiza encontros sobre meio ambiente. O tema lhe rendeu abertura política, fama internacional e faz parte do complexo processo de reaproximação com a Igreja Católica de Roma. Em 2002, ele e o então Papa João Paulo II assinaram uma declaração conjunta para a proteção ambiental.
Neste domingo, no encontro das águas dos rios Negro e Solimões, representantes das igrejas católica, ortodoxa, anglicana e pajés das etnias Dessana e Baniwa realizaram uma benção ecumênica das águas.
No sábado, na Floresta Nacional dos Tapajós, no oeste do Pará, o patriarca conheceu plantações de soja – motivo de conflito entre ecologistas e fazendeiros da região – e, em uma comunidade ribeirinha, viu a produção de couro vegetal feito do látex extraído da seringueira. Acompanhou a dança do carimbó e deixou uma mensagem para os povos da Amazônia:
"Nós respeitamos a tradição de vocês, sua cultura e admiramos tudo o que fazem. Estendo uma benção para essa comunidade e para crianças. Que elas possam viver em um mundo muito melhor do que vivemos hoje".
A expedição organizada por Bartolomeu I segue agora para áreas de proteção ambiental no Amazonas.
Fantástico de 16/07/2006